MInicontando é um lugar para inventar histórias!
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Quando o salto quebrou, o batom caiu sujando o tapete branco. Rapidamente escondeu-se embaixo da cama e a droga da meia-calça puxou um fio. Será que depois dos quinze anos a mãe emprestaria o sutiã preto de rendas?
Acessavam todos os sites, procuravam pessoas solitárias, carentes. Depois era só limpar suas contas, apagar suas vidas. Um descuido deixou-os frente a frente com Netuno, um jovem hacker a serviço da polícia.
Três por dia e nada mais. Ele tomava cinco e não acontecia nada. A angústia não passava o sono não vinha, a cabeça rodava os mesmos pensamentos sem trégua. Por isso obrigou-o a tomar o vidro todo, deveria provar do próprio veneno, antes de morrer.
Ele disse para não contar para ninguém, não era pecado. Depois de comungar estaria pura novamente. Ela era um anjo e ele devia acariciá-la, protegê-la, abençoá-la.
Na igreja parecia outro, mais sério, seguro, não tremia nem um pouco. Rezava a missa e nem olhava nos seus olhos.
Podia ter abusado de tudo. Da bebida, da alegria. Só não podia ter abusado da fantasia. A mãe não agüentou ver o pai dos seus netos vestido de odalisca.
Festa do pessoal do escritório. De máscara ninguém a reconheceria. Poderia aproveitar todas as noites. Na última, entre beijos e champanhe, foi parar na cama do Batman. Mas quem seria o Batman?