Marília sentiu com prazer – como era durinha a bunda do canalha do seu chefe.
Casou princesa.
Morreu bruxa.
Os duendes chorando na beira do caixão.
O marido transformado em dragão.Foto: Marjolein Briton
Para ele bastava um beijo.
Ela não – queria mais. Muito mais.
Sua boca, seu corpo, e sua vida.Foto: Marjolein Bastin
Quando botou o anúncio na rádio, não esperava ter a bolsa devolvida. Tudo estava no lugar, mais um bilhete do ladrão:
- Quero só uma chance, te observo há dias.
Vamos sair para dançar?Foto: Marjolein Bastin
Pedro tinha um amigo fantástico, desde criança. Alguns o viam falando sozinho mesmo depois de adulto. Quando casou teve ciúmes, desconfiou deles.
A gravidez foi a confirmação, afinal ele era estéril.Foto: Ian Britton
Todos estavam na internet. João aprendeu logo, nos intervalos, depois que limpava o escritório. Conheceu Flávia. Quis conhecê-la pessoalmente, mas achou que ela não viria de tão longe. Ela veio e nunca mais foi embora.
Pena que a foto, não era dela.Foto: Ian Britton
Quando avisaram do acidente fatal, Maria escondeu-se para rir da sua felicidade.Foto: Ian Britton
Autoritário e cruel, mesmo ausente, ele ainda estava lá.Foto: Ian Britton
Desde menino acreditava ter poderes. Podia ouvir o que os outros pensavam, fazê-los agir sob o seu comando.
Gostava de imaginar que podia mudar o rumo das coisas.
Mandava embora o homem do jornal. Fazia seu nariz sangrar.
Naquele dia exagerou, cruzou a rua sem olhar.Foto: Ian Britton
Velório do chefe.
Ele aproximou-se da viúva e cochichou-lhe ao ouvido:
- Gostosa!
Ela corou excitada.
O marido permaneceu branco e gelado.Foto: Salvador Dali